Videoaula 1: Metodologia Científica: Introdução
O objetivo da videoaula 1 foi
apresentar uma breve introdução sobre metodologia e o desenvolvimento do
conhecimento cientifico.
Inicialmente é importante saber que a palavra método
(de origem grega, methodus) significa
caminho para se chegar a um fim; e a palavra ciência ( originária do latim,
Scientia) significa conhecimento. Dessa forma, a expressão método cientifico
quer dizer como se produz o conhecimento.
Atualmente quando se fala em conhecimento se pensa em
um método que seja planejado, organizado e que permita as pessoas entenderem
como o conhecimento é produzido.
Na Engenharia os principais tipos de conhecimento
utilizados são:
- Conhecimento empírico – baseado na necessidade de
resolver um problema. É um conhecimento objetivo, derivado da observação não
estruturada de fatos, de fenômenos que permitem sua compreensão, mesmo que
limitada. É derivado da pratica, da necessidade de subsistência e da
curiosidade, mas é limitado.
- Conhecimento cientifico - parte da observação minuciosa e objetiva dos
fatos; busca a compreensão dos fatos e suas relações causais; usa a
experimentação, apoia-se em raciocino
lógico.
A ciência moderna pressupõe a objetividade dos fatos
empíricos; a existência da ordem no universo; a existência de causas para cada
fenômeno (determinismo); e a possibilidade de se conhecer ou descobrir as
relações causais entre os fenômenos.
A produção do conhecimento se faz a partir de um
processo que envolve varias etapas (Identificação de um problema, revisão
bibliográfica, elaboração de um método de trabalho, coleta dados, analisa e
interpretação dos dados, e conclusões) que caracterizam a realização da
pesquisa.
A pesquisa é sempre cumulativa, e para que outras
pessoas tenham acesso é preciso que todo conhecimento produzido seja registrado.
Para esse registro geralmente são elaborados os relatórios.
O relatório deve ter algumas seções bem definidas: Introdução
e colocação do problema; Revisão de literatura; Definição do método de trabalho;
Coleta de dados; Apresentação dos resultados, e Conclusões.
Videoaula 2: Princípios da pesquisa
científica
O principal objetivo desta videoaula foi apresentar questões
relacionadas aos princípios da pesquisa cientifica.
Para iniciar uma pesquisa é preciso que haja um
problema. Mas, o que é um problema de pesquisa? como definir um problema? Inicialmente,
é preciso lembrar que a desordem é uma manifestação do problema. Assim sempre
que se detectar uma desordem num ambiente, situações, processo... há aí um
problema a ser resolvido.
Uma vez identificado um problema, é preciso pensar em
sua solução. Ao buscamos a solução de um problema (ou de uma desordem) é
necessário pensar como seria a ordem. Para isso, geralmente é necessário um
modelo, por onde serão elaboradas as hipóteses, ou as formas de se buscar a
solução. Um modelo não é uma reprodução
perfeita da realidade; é uma imaginação para ordem visível que se quer estabelecer
para uma desordem visível que nos incomoda (problema). Assim, os modelos são utilizados na busca por
soluções de um problema; e as soluções por sua vez são sempre ligadas a alguma
teoria. A teoria orienta os objetivos da ciência. É um sistema de conceitos e
classificação dos fatos, resume o conhecimento, prevê os fatos (a ordem), e indica
lacunas no conhecimento (desordem), Trata-se de uma abstração da realidade.
Para resolução de um problema cientifico é preciso,
além de definir o problema e utilizar-se de modelos e teorias, elaborar
hipóteses. As hipóteses são importantes no planejamento de um experimento que
traz a resolução de um problema. Elas são deduzidas da teoria, podem ser
testadas e julgam a teoria, tendo o papel fundamental de dirigir a pesquisa.
Videoaula
3: Definindo o Problema de Pesquisa e o Planejamento do Projeto
O objetivo da aula é discutir o que é e como elaborar
um projeto de pesquisa.
Os projetos são elaborados para dar solução a um
problema. Eles nos ajudam a colocar as “ideia no papel” e a “vender “ as nossas
ideias para resolução de um determinado problema.
Elementos de um projeto de pesquisa:
- Titulo: essencial
em um projeto. Não deve ser nem muito longo nem muito curto. Deve-se evitar
palavras ou frases de efeito. Não deve ser genérico. Deve conter: tema,
objetivo (ação), objeto de estudo, delimitação espacial ou temporal, método de
pesquisa (opcional);
- Delimitação do tema:
é o recorte que será feito para estudo do tema. O projeto deve ser
adequado ao: tempo de execução do projeto, orçamento, controle sobre o objeto
de estudo. É importante saber o interesse particular ou profissional, do
orientador, descoberto a partir da bibliografia. É importante o acesso ao
objeto de estudo – qual o nível de controle que se tem sobre ele.
- Formulação do problema de pesquisa: O problema deve
estar bem claro. Um problema claro formulado garante o foco do que será
realizado.
- Objetivo: é fundamental num projeto de pesquisa e deve
estar extremamente claro. Deve ser expresso usando-se um verbo no infinitivo
que indique a ação principal. (por exemplo: implantar sistema de informação
gerencial, diagnosticar...). O verbo utilizado deve ser coerente com os
resultados esperados e deve estar relacionado com o titulo.
- Revisão bibliográfica inicial : referencial teórico
que embasa o modelo e onde se tira as hipóteses. A revisão é importante para
sustentar teoricamente a sua solução. Deve-se procurar explicar um problema a
partir de outros trabalhos científicos
publicados. É importante que se consiga posicionar o trabalho em relação ao que
esta sendo feito (estado da arte).
- Método de pesquisa – é preciso estabelecer qual o
método de pesquisa será utilizado para solução do problema. O método deve ser
escolhido em função do objetivo e do objeto de estudo. Ele estabelece os
procedimentos, determina os resultados.
- Cronograma – contem a sequência lógica das
atividades a serem desenvolvidas. Traz a disposição das atividades no tempo. A
elaboração de um fluxograma de atividades colabora na elaboração do
cronograma. Elementos importantes que
não se deve esquecer no cronograma – redação, coleta e analise dados (etapas
longas e trabalhosas).
Referências: Tipos de referências – livros, artigos
(revistas e congressos científicos), dissertações e teses.
Videoaula
4: Encontrando e utilizando a Teoria
Nesta aula foram apresentados aspectos fundamentais
para a elaboração da revisão bibliográfica necessária ao desenvolvimento de um
projeto.
A fundamentação teórica é importante uma vez que, com
base nela, e possível desenvolver todo o
conhecimento necessário para condução do processo cientifico e resposta as
nossas pesquisas. Ela permite a formação de uma visão critica da pesquisa que é
significante para o trabalho que o aluno/pesquisador está desenvolvendo; além
de contribuir com a identificação e
organização dos conceitos encontrados em trabalhos relevantes. O objetivo da
fundamentação teórica é captar o estado da arte de um campo do conhecimento e
identificar as áreas pelas quais uma pesquisa mais profunda poderia ser
benéfica.
Caracterisiticas de uma boa fundamentação teórica deve:
- ser
organizada e relacionada diretamente com o tema ou questão de pesquisa que esta
sendo desenvolvida;
- buscar aquilo
que demonstra a sua contribuição, o que permite oferecer soluções
diferenciadas, construir um entendimento dos conceitos teóricos e das
terminologias utilizadas.
- sintetizar os resultados do que é conhecido e do que
não se conhece sobre o assunto;
- identificar
áreas de controvérsias na literatura.
Como selecionar a bibliografia a ser consultada para elaboração
da fundamentação teórica? Algumas perguntas são fundamentais! Dentre elas: o que é conhecido sobre o tema? porque este
tópico é importante? O que ainda não foi resolvido?porque ainda não foi
resolvido?
Para realização da pesquisa bibliográfica é possível utilizar
diversas fontes de informação. No entanto, deve-se evitar o uso de canais que
não são científicos. Dentre as fontes de informações cientificas pode-se citar:
artigos publicados em periódicos científicos (nacionais ou internacionais), de
congressos eventos científicos (ENEGEP, SIMPOI, SIMPEP,etc), teses e dissertações, recursos da internet (Portal
da ABEPRO - Associação Brasileia de Engenharia de Produção), portal periódicos
da CAPES, Google acadêmico, livros.
Videoaula
5: Levantando dados e Informações
O principal objetivo da
aula é apresentar métodos e estratégias para a realização de entrevistas.
As entrevistas são utilizadas
para investigação de um fenômeno a partir do dialogo direto com quem está
envolvido com este fenômeno.
O Contexto da entrevista está
ligado a estudos qualitativos que buscam descobrir e compreender um fenômeno,
um processo ou as perspectivas e visão de mundo nele contidas.
Videoaula
5: Levantando dados e Informações
O principal objetivo da
aula é apresentar métodos e estratégias para a realização de entrevistas.
As entrevistas são utilizadas
para investigação de um fenômeno a partir do dialogo direto com quem está
envolvido com este fenômeno.
O Contexto da entrevista está
ligado a estudos qualitativos que buscam descobrir e compreender um fenômeno,
um processo ou as perspectivas e visão de mundo nele contidas.
O processo da entrevista envolve a coleta de dados e
informações. Para isso são necessários questionários de entrevistas (conversação
metódica que proporciona verbalmente as informações necessárias).
Uma técnica muito utilizada é a entrevista
semi-estruturada. Elas utilizam um roteiro de perguntas que orienta as
entrevistas, com liberdade controlada para esclarecer opiniões e percepções dos
entrevistados.
Para o planejamento da entrevista é importante
observar os seis seguintes itens:
1 – explicar detalhes da entrevista;
2 – criar ambiente favorável;
3 – favorecer o entrevistado;
4 – registrar tudo;
5 – atentar ao tempo;
6 – terminar com elegância.
É importante ressaltar que nenhuma entrevista pode ser
considerada ideal para obtenção de todas as informações necessárias ao estudo,
mas elas são de grande importância para compreensão de um fenômeno.
Videoaula 6: Interpretando dados e Informações
A videoaula 6 foi dedicada a discussão sobre o
processo de analise dos dados de uma pesquisa.
Para a analise dos dados é importante que o
pesquisador tenha se preparado realizando anteriormente uma revisão da
literatura pertinente ao seu tema de estudos.
Há duas modalidades de pesquisa: qualitativa e
quantitativa.
Na Pesquisa qualitativa o processo é analisado
principalmente a partir da perspectiva do pesquisador. Assim, o pesquisador controla o objeto ou fenômeno
estudado e pode realizar variações para analisar as hipóteses em busca de soluções
para sua pesquisa. E, um estudo qualitativo o pesquisador é considerado como um
instrumento primário na coleta e analise dos dados referentes ao fenômeno de investigação.
Por outro lado, a pesquisa quantitativa é mais
indicada em investigações da orientação filosófica positivista a qual considera
que os fenômenos devem ser obtidos e analisados por meio de seus próprios dados
e de forma objetiva.
A principal diferença entre um estudo quantitativo e qualitativo
é que no estudo qualitativo o pesquisador não interfere no objeto de estudo ou não
consegue interferir nas variáveis independentes, enquanto no quantitativo ele
pode estabelecer as condições que lhe interessam para fazer a analise.
Se quantitativo ou qualitativo, o ciclo de pesquisa é
dividido em 5 fases: definição das variáveis, coleta de dados, classificação dos
dados, reunião e descrição das informações (analise), contribuição para o
conhecimento na área.
Uma vez que o problema de pesquisa foi identificado,
cabe ao investigador decidir sobre a seleção da amostra, como os dados serão coletados,
quantos participantes serão entrevistados ou observados e assim por diante. A
analise dos dados por sua vez tem como objetivo organizar e sumarizar os dados
de tal forma que possibilitem o fornecimento de respostas ao problema proposto
para investigação. Já a interpretação tem como objetivo a procura do sentido
mais amplo das respostas.
Os objetivos da investigação somente são alcançados com
a coleta, o tratamento e, posteriormente, com a interpretação dos dados
buscando assegurar com isso a correlação entre objetivos e formas de
atingi-los.
Passos da analise e interpretação:
a- Estabelecimento de
categorias;
b- Codificação;
c- Tabulação;
d- Analise estatística
dos dados;
e- Avaliação das generalizações
obtidas;
f-
Inferência de relações causais;
g- Interpretação dos
dados.
Os dados podem ser tratados tanto de forma
quantitativa quanto qualitativa. Na pesquisa de caráter quantitativo,
geralmente, os dados são submetidos a análises estatísticas e as pesquisas de caráter
qualitativo permitem que sejam extraídos sentidos dos dados.
Após a interpretação dos dados, o pesquisador passará
a montagem do relatório final da pesquisa que abrange o relato de pesquisa, a
forma pela qual foi realizada, os resultados obtidos, conclusões, recomendações
e sugestões para futuras pesquisas na área.
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